Por Joca Vidal
No começo da noite de todos os dias de festival que aconteceram até agora no Sérgio Porto lá estava ele, de caderninho á mão, anotando tudo e observando o movimento da galera e dos músicos. Batendo papo com os frequentadores, amigos, curiosos em geral e, principalmente, assistindo aos shows sentadinho na arquibancada, Leonardo Lichote, jornalista do Globo On Line desde 2001, faz uma das muitas coberturas do festival na imprensa e, cá entre nós, uma das mais importantes. Aos 29 anos, Leo, acima de tudo, é um apreciador da música brasileira, qualquer que seja ela.
Confira a cobertura do Leo em http://oglobo.globo.com/blogs/humaita/ e o bate-papo que Joca Vidal teve com ele.
Humaitá Pra Peixe - O que está achando até agora das atrações do HPP?
Leonardo Lichote - Tenho achado o nível bom de uma forma geral. Vi alguns shows ótimos, como Rockz, Brasov, Tom Bloch e Zé de Riba. Gostei também de A Filial, Ordinário Groove Combo e Curumin. E mesmo bandas que não me agradam mostraram trabalhos maduros. O Scracho que ainda é muito verde, mas acho que até isso tem sentido e faz parte da proposta inocente, adolescente do grupo.
HPP - Desde quando acompanha o HPP? Lembra de algum show em especial?
LL - Este é meu sétimo ano de HPP, acompanho desde 2001. Lembro do show do Instituto, que foi um dos últimos do Sabotage; Canastra, uma das minhas favoritas, eu conheci no festival; Kassin+2 me impressionou com a inteligência e o prazer da sua música; Cidadão Instigado merecia uma placa no Sérgio Porto, Catatau é o pop-hero possível do terceiro mundo; mal lembro da música do Jonas Sá, mas lembro que o show me impactou pela sua inventividade.
HPP - Qual a importância do HPP para seu trabalho como jornalista?
LL - Vou ao HPP procurando duas coisas. A primeira é música boa, nova, fresca. Quem gosta de música sabe como é bom ter contato com algo desconhecido, um prazer diferente para a mente e para os ouvidos. A outra coisa que busco no HPP é dar uma olhada em como anda a cultura urbana carioca, no que a molecada está interessada. O HPP dá uma espécie de resumo do Rio. O Bruno tem um olhar bom para isso.
HPP - Você é um jornalista antenado, que tá sempre por dentro do que há de novo na música. Quem você acha que poderia ter participado do HPP desse ano e ficou de fora?
LL - Luisão Pereira, ex-guitarrista do Penélope. O cara fez um trabalho solo artesanal, pop, bonito paca. Outro nome: ouvi recentemente o CD solo do Samuel de Oliveira, integrante do Tira Poeira, e é bom demais, criativo, irreverente. Sou fã do Luisa Mandou um Beijo, banda que faz um pop estranho, dissonante e fácil (no melhor sentido). A cho que eles também fariam bonito no HPP. Mais um: Momo, projeto de Marcelo Frota. Um folk século 21 de letras fantásticas.
HPP - Você tem ido todos os dias no Sérgio Porto, o que espera para as próximas semanas?
LL - Acho que o nível vai se manter. Minhas barbadas pessoais são Edu Krieger, Vulgue Tostoi e Turbo Trio. Mas estou curioso em ver no palco Érika Machado, Casuarina e Duplexx. E não há dúvidas que Móveis Coloniais vai fazer um show destruidor de encerramento. Até o próprio Sérgio Porto em pessoa é capaz de aparecer dançando lá (risos).
Vanessa Amaral [17 de janeiro de 2007]
Aos 24 anos, este é o primeiro ano que cubro o Humaitá Pra Peixe... espero um dia fazer uma cobertura como a do Leonardo Lichote!
Beijooos!!! :o)

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