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Apoteose
Turbo Trio e Móveis Coloniais de Acaju fizeram uma noite histórica no fechamento dos shows no Sérgio Porto
28 de janeiro de 2007

Por Bruno Maia

Foto Joca VidalApesar das ótimas apresentações que se viu ao longo de janeiro, a programação do Humaitá Pra Peixe 2007 parecia ter reservado a última noite de shows para ser o ápice. E assim foi. Com o Sérgio Porto totalmente lotado, Turbo Trio e Móveis Coloniais de Acaju fizeram o HPP se despedir com um sorriso no rosto de toda a equipe de produção e, principalmente, de todo mundo na platéia.

Os graves dançantes do Turbo Trio rasgaram o fim de tarde carioca e abriram os trabalhos. B Negão não precisa de mais de dois versos para mostrar porque é um dos principais MCs do país. Com a voz que vem pesada, ele chega atropelando. Uma espécie de Tim Maia pós-moderno. Somando-se à performance do rapper, as bases de Tejo Damasceno (Instituto) e Alexandre Basa criam um som eletrônico extremamente dançante, com referências claras do Miami Bass, do funk carioca, ragga e hip hop old school. Os beats são acelerados e os graves acentuados. O estilo B Negão de rimar e de segurar o microfone favorece ainda mais esta estética.

Além do repertório próprio do trio – que incluiu petardos como “De butuca”, “Ela tá na festa” e “Não estamos solos” –, deu as caras também a “Dança do Patinho”, originada do repertório dos Seletores de Freqüência, o outro grupo comandado pelo MC. Ao fim do show, em forma de homenagem, o grupo ainda apresentou um remix de “Dorobo”, registro póstumo do rapper Sabotage, que está no disco “Enxugando Gelo”, do Seletores.

Menos de 20 minutos após o fim do show de B Negão,  veio o Móveis Coloniais de Acaju...

Foto Joca VidalDez malucos no palco sem marcações pré-definidas. Afora o baterista, todos se movimentam incessantemente. Estilo? Eles dizem que é uma “feijoada búlgara”. E eu não hei de discordar, seja lá o que isso signifique.

A apresentação dos brasilienses do Móveis Coloniais de Acaju é completamente esquizofrênica, no melhor sentido que esta palavra possa tomar. Músicas pra cima, público enlouquecido cantando tudo junto, integrantes performáticos, um certo caos controlado pelos sorrisos nos rostos de todo mundo. Só vendo pra entender o porquê de, no último show em Brasília, o Los Hermanos terem aberto para eles, contrariando a lógica do que acontece normalmente com as outras bandas do país.

Para quem viu o show do Brasov, a comparação é inevitável. Tanto um quanto o outro se debruça, com muito humor, na influência das fanfarras do leste europeu. Afinal, Romênia e Bulgária são vizinhas.  Tanto um quanto outro ampliam esta linguagem e sabem soar original.

O show foi aberto pela explicativa (?) “Esquilo não samba” , com os versos “Muito prazer,/ eu sou você amanhã/ só não me apresentei antes,/ por medo de te desmotivar”. Apenas duas músicas das músicas tocadas (“Sem palavras” e “Lista de Casamento”) não estão no disco de estréia do grupo, “Idem” (2005).

No fim da apresentação, o vocalista André Gonzáles convidou o conterrâneo Gabriel Thomas, do Autoramas, para dividir o palco. Juntos, cantaram o “praticamente hino do Distrito Federal”, como bem definiu Gabriel, “1, 2, 3, 4” (não tem cinco,/ não tem seis,/ parou no quatro,/ 1,2,3, 4) , do Little Quail and The Mad Birds. B Negão, que assistia tudo ao lado do palco, não se agüentou e também subiu ao palco para cantar esta música, que não só marcou a cidade de Brasília, como toda a geração do rock brasileiro do fim dos anos 80, início dos 90.

Já com doze cabeças no palco, finalizaram a apresentação com a tradicional cantiga “Se essa rua fosse minha”, numa versão, digamos... búlgara-cigana (??!!). O êxtase coletivo obrigou o grupo a voltar e tocar, atendendo a pedidos, “E agora, Gregório?”. Sob os aplausos aos brasilienses, os shows do HPP 2007 se despediram. Diante de tal apoteose, era impossível não começar a sentir saudade.


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bulletBruno Maia [29 de janeiro de 2007]

Daniele, valeu pelo toque. De fato, você tem toda razão. Na verdade, a intenção ao escrever Alexandre Basa (Mamelo Sound System) era dar uma referência de um trabalho anterior dele, como é praxe no jornalismo.

Admito que isso não ficou claro e dava a entender que ele ainda estava no MSS. Já mandei um e-mail ao próprio Basa pedindo desculpas e já tiramos esta referência do texto... Erros acontecem, só não podem faltar a humildade, a simpatia e o sorriso, certo?
Obrigado pela correção,
grande beijo,
Bruno

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bulletDaniele Amaral [29 de janeiro de 2007]

Eu amei tudo! agora,alguém devia avisar o Bruno Maia q o Basa(turbo trio) não tem mais nada a ver com o Mamelo,e isso ja faz muito tempo! tem gente desatualizada aí hein!ta em tempo de consertar!
t+

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bulletEtel [29 de janeiro de 2007]

É impressionate como a "loucura coletiva" do palco contagia o público. Se o tempo permitisse, a galera não deixava essa cabeçada sair do palco. Não podia existir um show melhor p/ finalizar o festival. Fecharam com chave de ouro.
Inté!

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bulletIgor Pio [28 de janeiro de 2007]

Show do ANO !! (2)

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bulletAnderson [28 de janeiro de 2007]

Show do ANO !!

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