Por Bruno Maia

A diversão se escondeu nas cores vibrantes do som do Rockz.
O grupo, que surgiu em meados de 2005, só começou a se apresentar em 2006. Graças aos muitos amigos que os integrantes colecionaram no cenário underground carioca, ao longo de anos de ralação em outras bandas, o processo dessa vez foi mais rápido. Todos os músicos são velhos conhecidos do público alternativo da cidade. Três deles, inclusive, já tocaram anteriormente no Humaitá Pra Peixe: Nobru Pederneiras (guitarra) e Pedro Garcia (bateria) com o grupo Cabeça, nas edições de 1995 e 2003, e Gabriel Muzak (guitarra), com o Funk Fuckers, em 1995 e 1997.
A formação do quinteto é completada por Daniel Martins (baixista) e pelo performático Diogo Brandão (vocalista), ambos advindos do Benflos, outro grupo conhecido da cena alternativa carioca. Diogo, por sinal, é dono de um carisma ímpar. Ele defende muito bem as letras sarcásticas e levemente provocantes do grupo. Cheio de movimentação, olhos vidrados, o vocalista incorpora os personagens que canta. Por mais que se note a influência de bandas clássicas como Beatles, Stones e The Who, o resultado do som do grupo é um rock dançante que se parece mais com os grupos contemporâneos do que com os de outrora.
Os riffs matadores de guitarra são, junto com a atuação de Diogo, o grande charme do Rockz. Músicas como “Colorbar”, “Confesso que errei” e “Essa mulher” são pura faísca.
O primeiro ano de trabalho do quinteto coincidiu com o lançamento de uma música de Caetano Veloso homônima ao grupo. “Mas o dele é Rocks, com ‘s’. O nosso é com ‘z’”, corrige Nobru Pederneiras, para completar em seguida: “Ele é um gênio. Só espero que um dia a gente possa sentar numa mesa pra conversar sobre isso”. E aí, Caetano? O convite está feito.