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Conheça mais sobre esse artista Por Bruno Maia

Foto de Divulgação Às vésperas do carnaval de 1997, com a morte de Chico Science, o país perdeu o principal nome da revitalização e modernização do maracatu. Naquele ano, a festa popular teve um quê de luto em Olinda, onde o cantor sofrera o acidente fatal. Um grupo de cariocas passou o carnaval por lá e acompanhou tudo isso de perto. Na volta ao Rio de Janeiro, já conhecendo melhor o maracatu, começaram a arquitetar aquele que seria o primeiro grupo do gênero fora de Pernambuco.

A trajetória do Rio Maracatu passou por pequenos ensaios na Lagoa, pela criação de oficinas na Fundição Progresso, pela ajuda na difusão da cultura nordestina pelo Rio de Janeiro e acabou sendo reconhecido pelas principais nações de maracatu de Pernambuco. Em 2003, instigados pela diversidade da formação musical dos integrantes, resolveram ampliar a atuação do grupo e criaram uma banda. Além de quatro percussionistas, o projeto conta com guitarras, bateria, violão, baixo e dois vocalistas, num total de dez músicos.

Nesse novo formato, o Rio Maracatu lançou o CD Lapada, em 2006. A produção foi feita com todo o cuidado nos estúdios da Rádio MEC, que foi a responsável pela viabilização deste trabalho. “Nós gravamos até no estúdio sinfônico, com calma e podendo chamar o Pedro Luís, que é nosso parceiro há muito tempo, pra produzir”, conta o percussionista Bruno Abreu.

Com a criação da banda, passou a  haver uma separação entre as atuações do bloco e do grupo. “Batizamos a banda com o nome do disco: Lapada. Mas como ainda não deixamos de usar o nome do grupo, nós assinamos os shows como Rio Maracatu Lapada e os eventos do nosso bloco como Bloco do Rio Maracatu” , explica Bruno.

O trabalho do Lapada sintetiza mais claramente as misturas da herança nordestina com a música carioca moderna. “Todos temos influências diversas, do rock pesado ao jongo. Isso aparece no disco e o resultado do nosso som dialoga com o que nomes como Lenine, Fernanda Abreu, Pedro Luís têm feito. Um funk carioca, mas que não é exatamente o funk dos morros. É um som regional moderno. E é claro que Chico Science ainda é uma grande referência”, explica Cachaça (viola e cavaquinho). Completando uma década sem Chico, o show do Lapada no HPP busca mostrar que a herança criativa do cantor continua viva e renovada.

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