Por Joca Vidal

Rodrigo Bittencourt é cantor, compositor, cineasta e poeta. Em 2003 lançou seu primeiro cd, “Canção pra ninar adulto” e fez com que Tom Zé, Carlos Malta, Jorge Mautner e Celso Fonseca, entre outros, levantassem seus polegares para cima e dissessem: “OK, o cara é bom!”.
Brincadeiras à parte, Rodrigo começou sua carreira como cantor na obscura banda Oficina. Com ela fez shows pelo Rio, São Paulo e Fortaleza. No momento Bittencourt finaliza seu segundo disco, “Coleção de amores”, produzido pelo veterano Nilo Romero (Cazuza, Engenheiros do Hawaii e Moska). Este disco contará com parceiros de peso como Jorge Mautner e uma música inédita de Ana Carolina e Nilo Romero. Uma releitura inspirada de “In Bloom”, do Nirvana, também está presente neste novo cd.
Criador do projeto multimídia “Te Vejo na Laura”, Rodrigo extrapolou as fronteiras do som em parceria com a poeta Maria Rezende. Por três anos (2003/2005) ele apresentou seu trabalho e recebeu artistas de várias áreas da cultura brasileira como Caetano Veloso, Ana Carolina e Pedro Luis. De julho de 2004 a dezembro de 2005, também ao lado de Maria Rezende, dirigiu o projeto Santa Cultura, braço cultural da obra de urbanização que o Governo do Estado do Rio realiza na favela Santa Marta.
Seu som transita pelo pop com influências de Blitz e Lulu Santos e bebe no lirismo de Cartola e Chico Buarque de Holanda. Sonoridades que remetem ao funk carioca (“Nego Dez”) e ao eletrônico (“Memória Afetiva”) tornam seu trabalho bem eclético e interessante.
Sua carreira artística começou no cinema. Dirigiu “Por Acaso Gullar”, um curta sobre o poeta Ferreira Gullar selecionado para o Festival do Rio 2006 e para o festival de Vitória. No momento filma um curta metragem sobre o poeta e músico Jorge Mautner. Rodrigo também filmou o longa “Um dedo de prosa”, em fase de montagem, com a participação de Arnaldo Antunes, Elisa Lucinda, Ana Carolina, Chico César, Ferreira Gullar, entre outros.
O interesse pelo cinema o levou a compor o tema do filme “Onde anda você”, de Sérgio Rezende, e fazer a trilha do curta-metragem “Vida Bandida”. Compôs ainda as trilhas de recentes montagens das peças “A Morta”, de Oswald de Andrade, e “Roberto Zucco”, do francês Bernard Marie Coltez, motivado pela liberdade de linguagem que o teatro possibilita à música. Em abril de 2007 lançará seu primeiro romance pela editora Língua Geral, de Eduardo Agualuza (escritor angolano) e Connie Lopes. Não é pouca coisa não. Realmente o cara é bom!